Vermelho mar de rosas
Triste solidão dos Espinhos
Uma historia escrita para uma pessoa muito distante. Para que eu possa acreditar em utopias e distâncias. Para que eu possa acreditar no amor e em historias imperfeitas.
Introdução
Escrevi este pequeno romance imaginando que precisava espressar a solidão diante da multidão, a falsidade, a separação, o monstro que nos rodeio chamado urbanismo, sobre defeitos e qualidades, minha pequena utopia paradoxalmente imperfeita!
BEGINNING!
Autor: Emerson do Carmo M.
PRIMEIRO ATO
DREAM
Capítulo I
Apenas um sonho
DREAM
Capítulo I
Apenas um sonho
Eu entro e a porta esta aberta, como nos sonhos todas as portas estão abertas, sempre abertas.
Mas como nos desejos, há algo que falta mesmo que possuamos todo o resto!
Ela me abraça naquele quarto e por um breve momento, eu poderia me iludir de que existi algo ali, que poderia fazer todo o resto lá fora deixar de valer a pena.
O que basta a uma legião, não sacia a um único homem.
Toda idéia é um pensamento imersa nos conservantes do tempo, sempre esteve lá e nunca deixará de estar, mergulhado em líquido claro e quente, como se fossemos de volta aquele ser dentro do útero.
Se alcançamos esse berço dos pensamentos, estáticos, dispersos na solução, voltamos a ser pequenos, mas imensamente completos.
Ele me diz algo sobre estar ali e sobre não estar.
Sobre como tudo é um pensamento fútil, tudo é uma ilusão, não estamos ali verdadeiramente porque queremos ou talvez sim.
Sim! Estamos ali porque queremos, mas não pelas razões corretas.
Já me cansei de pensar sobre o que é correto.
Prefiro pensar sobre o que é necessário, me basta, já está bom.
Ele disse que eu sou um sonho! É o tipo de sonho que no fim, todos preferem acordar.
Talvez eu não me importe tanto.
Sim, ela é um sonho, é o que digo a ela.
Não passa disso, um sonho.
Não me convencem do contrário, mas quem se importaria de fazer isso.
Dentro do quarto, neste lugar, ela é um sonho, nada além de um sonho, não é real.
Só um preço! E por um preço, você pode comprar um sonho por alguns instantes.
Ela não estaria comigo se não por isso.
Um corpo, às vezes tudo que eu sou é um corpo.
Palavras de brincadeira, palavras gentis de crianças que querem brinquedos de gente grande.
Um sorriso falso, e uma palavra mais falsa ainda.
É o que preciso dizer.
Preciso dizer alguma coisa, qualquer coisa dessas, por um instante.
Ela me diz alguma coisa, qualquer coisa, provavelmente não verdadeira, digo a ela que isso não é necessário, que ela é só um sonho e que não há razão para isso.
Tudo aquilo é falso!
O calor dos corpos, o prazer dos nossos corpos unidos e toda dor do mundo indo embora.
Você é um sonho, apenas um sonho.
Palavras gentis, de uma falsa gentileza, escondida da verdadeira. Essa guardada em uma sala profunda e trancada, confortável, mas impenetrável dentro dela.
O verdadeiro carinho escondido à meia luz.
Suspirando (apenas suspirando fracamente) nos seus lábios.
Mãos que me tomam como um presente que não é dele.
Mentiras belas desfeitas por um mundo de verdades feias.
O mundo que está acorrentando a todos nós.
Um sonho, eu sou apenas um sonho? Talvez a maior parte daqueles que me vêem dissessem o mesmo secretamente para si mesmos.
Mas é a coisa mais gentil que talvez algum deles possa dizer.
Todo um falso amor, de corpos e suspiros.
O verdadeiro amor!? Não! Isso não! Não deve ser o amor, não algo que poderia ser comprado tão barato, ou por preço algum.
Definitivamente isso não é amor.
Os braços e o calor. O perfume e o meu desejo de estar com ela.
Não há nada aqui que não pulse no meu coração e continuasse a estar aqui quando ele parasse.
As paredes desse quarto ouvem palavras que iram se perder, tão rápido, tão ocultamente.
Tão distantes.
Os seus olhos...
Há um abismo entre nossos olhos, tudo esta sobre um abismo de distância e, no entanto, tudo que há somos você e eu.
Não! Há um mundo de coisas que estão em nós, que não são mais apenas nossos pensamentos, são nós!
Ou nós passamos a ser elas.
Só mais um na multidão não?
Só mais uma noite não é?
Mas como nos desejos, há algo que falta mesmo que possuamos todo o resto!
Ela me abraça naquele quarto e por um breve momento, eu poderia me iludir de que existi algo ali, que poderia fazer todo o resto lá fora deixar de valer a pena.
O que basta a uma legião, não sacia a um único homem.
Toda idéia é um pensamento imersa nos conservantes do tempo, sempre esteve lá e nunca deixará de estar, mergulhado em líquido claro e quente, como se fossemos de volta aquele ser dentro do útero.
Se alcançamos esse berço dos pensamentos, estáticos, dispersos na solução, voltamos a ser pequenos, mas imensamente completos.
Ele me diz algo sobre estar ali e sobre não estar.
Sobre como tudo é um pensamento fútil, tudo é uma ilusão, não estamos ali verdadeiramente porque queremos ou talvez sim.
Sim! Estamos ali porque queremos, mas não pelas razões corretas.
Já me cansei de pensar sobre o que é correto.
Prefiro pensar sobre o que é necessário, me basta, já está bom.
Ele disse que eu sou um sonho! É o tipo de sonho que no fim, todos preferem acordar.
Talvez eu não me importe tanto.
Sim, ela é um sonho, é o que digo a ela.
Não passa disso, um sonho.
Não me convencem do contrário, mas quem se importaria de fazer isso.
Dentro do quarto, neste lugar, ela é um sonho, nada além de um sonho, não é real.
Só um preço! E por um preço, você pode comprar um sonho por alguns instantes.
Ela não estaria comigo se não por isso.
Um corpo, às vezes tudo que eu sou é um corpo.
Palavras de brincadeira, palavras gentis de crianças que querem brinquedos de gente grande.
Um sorriso falso, e uma palavra mais falsa ainda.
É o que preciso dizer.
Preciso dizer alguma coisa, qualquer coisa dessas, por um instante.
Ela me diz alguma coisa, qualquer coisa, provavelmente não verdadeira, digo a ela que isso não é necessário, que ela é só um sonho e que não há razão para isso.
Tudo aquilo é falso!
O calor dos corpos, o prazer dos nossos corpos unidos e toda dor do mundo indo embora.
Você é um sonho, apenas um sonho.
Palavras gentis, de uma falsa gentileza, escondida da verdadeira. Essa guardada em uma sala profunda e trancada, confortável, mas impenetrável dentro dela.
O verdadeiro carinho escondido à meia luz.
Suspirando (apenas suspirando fracamente) nos seus lábios.
Mãos que me tomam como um presente que não é dele.
Mentiras belas desfeitas por um mundo de verdades feias.
O mundo que está acorrentando a todos nós.
Um sonho, eu sou apenas um sonho? Talvez a maior parte daqueles que me vêem dissessem o mesmo secretamente para si mesmos.
Mas é a coisa mais gentil que talvez algum deles possa dizer.
Todo um falso amor, de corpos e suspiros.
O verdadeiro amor!? Não! Isso não! Não deve ser o amor, não algo que poderia ser comprado tão barato, ou por preço algum.
Definitivamente isso não é amor.
Os braços e o calor. O perfume e o meu desejo de estar com ela.
Não há nada aqui que não pulse no meu coração e continuasse a estar aqui quando ele parasse.
As paredes desse quarto ouvem palavras que iram se perder, tão rápido, tão ocultamente.
Tão distantes.
Os seus olhos...
Há um abismo entre nossos olhos, tudo esta sobre um abismo de distância e, no entanto, tudo que há somos você e eu.
Não! Há um mundo de coisas que estão em nós, que não são mais apenas nossos pensamentos, são nós!
Ou nós passamos a ser elas.
Só mais um na multidão não?
Só mais uma noite não é?
Pensam ambos…
Doce sabor, amargo ardor.
os lençóis amassados,
os sapatos calçados,
a cama nojenta por qual passaram muito,
o pensamento distante
estrangulado por uma gravata,
O DIA!
os lençóis amassados,
os sapatos calçados,
a cama nojenta por qual passaram muito,
o pensamento distante
estrangulado por uma gravata,
O DIA!

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