Sincere Words

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Mar de Rosas

Mar de Rosas
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agosto 01, 2010

Capítulo II

 
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Capítulo II
Espera

Três noites e ele não aparece...

Só mais uma noite, com qualquer uma que se pode ter em qualquer esquina.
Olho para a porta, e escuto passos, um homem entra.
Não é ele.
Só um velho nojento e meio alcoolizado, tira do bolso dinheiro e joga-o sobre a cama, me manda satisfazê-lo.
Eu obedeço.
Sorriso falso, de falsos pensamentos.
Mas quem se importa com isso.
Talvez só ele.
Mar de espinhos, e inferno de feridas.
Não há o que fazer.
Dizer alguma coisa? Também não há o que dizer.
Nada que seja realmente importante.
Na verdade, nada que seja importante a um único ser, pode ser considerado realmente importante. Um presente talvez! Talvez ele lhe dê um presente, quando estiver com ela novamente.
O suor é horrível, mas eu o aceito dentro de mim.
As palavras são ásperas, como sua língua, sua pele, sua vontade.
"Vadia", "Rebola", ofensas e tapas.
Morde-me, dói. Em uma das mordidas me machuca e vejo o sangue na boca dele.
Ele sorri! Eu só sinto dor, mais nada.
Então termina, goza e segura minhas pernas firmes ao fazê-lo, prefere sentir meu corpo quente pulsando. Levantasse, cospe em mim, fala algo como: "Boa trepada vadia, gostei de te comer, talvez eu volte mais tarde".
Sabe que eu estarei lá.

Nada que é importante à apenas um pode ser realmente importante. Mas se você pode compartilhar essa mesma coisa, talvez ela passe a ser importante também para mais alguém, e realmente importante para alguma coisa.
Faço um curativo na mordida, os seios ele não feriu. Aquele era só outro estúpido, nada mais, nada com que alguém se importe.
Outra vez batem à porta, sigo em direção a ela, destranco, giro a maçaneta, e vejo a mesma cara estúpida e enfadonha de sempre: meu cafetão.
Entra, sentasse na cama e me pergunta "Como estão indo os negócios?".
Digo que na mesma.
Não se importa, pergunta onde está o dinheiro, vou à gaveta, pego o dinheiro e lhe dou.
Conta, repassa as notas diante dos olhos ao contá-las novamente.
Levantasse da cama, encara-me e me aperta o pescoço.
Pergunta, grita, se todo o dinheiro estava ali, eu digo que sim.
Solta minha garganta e agarra-me pelos cabelos.
Pergunta-me se estou mentindo, que eu não mentiria para o meu dono.
Eu digo que não, empurra-me contra a parede e diz que espera que não, passa a mão na minha perna, subindo-a até os meus seios.
"Espero que não vadia!"
Me larga e sai. Sorrindo! Como se tivesse feito algo de notável louvor, as poucas lágrimas que tenho, somem logo, não há nada aqui de notável.
Porque ninguém se importa.
Porque eu não importo.
Porque nada é realmente importante quando apenas uma pessoa se importa e não há mais ninguém lá.
Os passos na chuva.
Ele caminha nela, meio que se escondendo em seu casaco, se agarrando, tenta envolver-se nele como o vento envolve as gotas de chuva. Posiciona-se em frente à escada, olha para cima, e sobe aceleradamente os degraus.
Chega ao quarto e bate na porta, ela a abre. Eles se olham.
Estranham-se, se encaram, então ela pede que entre, não com palavras, mas é possível entender.
Ele a toca em sua face, passa a mão levemente no seu rosto.
Ela segura sua mão, pede que entre novamente, sorri, talvez afinal, um sorriso não tão falso como de costume...

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